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TIDIR V

dezembro 9, 2008

Já tem um tempo que quero escrever sobre isso aqui, mas não tive tempo.

Gostaria de relatar um pouco sobre a produção do curta-metragem para o TIDIR. Apesar do tema ser amplo e da sociedade de hoje ser moderna e “liberal” (ao ponto de dançar Créu), senti um pouco de hesitação e medo por parte das pessoas durante as gravações do filme. Tudo bem que a produção abordava a morte do presidente do Brasil, mas mesmo informando que era de caráter fictício as pessoas se fechavam para as suas próprias opiniões. Aí eu digo: Onde está a liberdade de expressão? Acredito que ela exista mas no seu modo mais profundo e escondido. As pessoas falam e fazem o que realmente pensam num lugar específico, numa hora específica, com pessoas específicas. Elas não mostram suas opiniões reais no trabalho, por exemplo. Quem vai discordar de uma decisão do chefe?

No dia das gravações na Praça da Liberdade, pretendíamos buscar depoimentos de transeuntes aparentemente surpresos pela fictícia notícia da brutal morte do presidente do Brasil. Algumas falavam que não queriam falar nada sobre, outros rodeavam e rodeavam sem expressão qualquer tipo de pensamento sobre o caso.

Acho importante destacar essa experiência em que quando eu acho que a sociedade evolui, ela acaba por mostrar que continua sendo escrava dela mesma.

Milena Muñoz

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